Recém-casados, Gwyneth e Duncan são recebidos com uma festa de boas-vindas em seu castelo na Escócia. Antes de se juntarem aos convidados, fazem amor com pressa e paixão, como mostra Um Beijo do Destino.
Duncan precisou controlar-se para não pressionar Zeus para irem mais rápido. Seus novos cavalos vinham trabalhando arduamente enquanto ele e a esposa galopavam pelas colinas do norte da Inglaterra e da Escócia.
Esse último trecho da viagem havia sido um tipo muito especial de lua de mel, com um grau de privacidade que seria impossível uma vez que chegassem a Dunrath. O percurso acidentado, alimentar-se de pão e queijo à beira da estrada e dormir em estalagens pequenas e remotas deram-lhe a certeza de que Gwynne era tão adaptável e tranquila quanto esperava.
Gwynne cavalgava meio corpo à sua frente, e ele aproveitou a oportunidade para estudá-la. Já conhecia bem o corpo leve e sensual, a pele sedosa e incrivelmente lisa e macia contra a sua, tão áspera. A cada dia, ela lhe parecia mais bela.
À sua frente, Gwynne remexeu-se.
— Falta muito ainda?
— Após a próxima curva.
Gwynne chegou ao seu novo lar despenteada e sem fôlego pela cavalgada. Duncan tomou a esposa pela mão e subiu com ela meia dúzia de degraus que levavam ao castelo.
Gwynne examinou o imenso salão com admiração. Era gelado como em um dia de inverno e havia correntes perceptíveis de vento.
— Mo cridhe! — Ele girou-a e sapecou-lhe um beijo.
Ela retribui o beijo, a boca tão doce quanto o mel.
— Há um céilidh formando-se no pátio e precisamos ir até lá.
— Um... o quê?
— É uma celebração de boas-vindas, que durará até a madrugada.
Duncan já sentia o sangue latejando, mas não por causa da música. Ele passou um braço em torno dos ombros da mulher e a guiou.
Ela olhou brevemente para seus trajes de montaria empoeirados.
— A carruagem com nossa bagagem ainda não chegou. Tenho apenas essas roupas e um vestido todo amassado. Nenhuma dessas roupas é exatamente grandiosa e bela.
— Você é ainda mais adorável sem um fio de tecido sobre o corpo.
— Você está se tornando mais escocês e desbocado.
— Temos alguns minutos antes de descermos. — Ele voltou a beijar a esposa, começando abaixo de sua orelha e descendo.
— Definitivamente mais ousado. Você parece outro homem.
— E você gosta?
— Ah, sim. — Ela pressionou o corpo contra ele, sentindo-se latejar suavemente entre as pernas.
— Esse traje de montar cobre muito o seu corpo. Deixe-me ajudá-la a trocar de roupa.
— Achei que deveríamos ir ao céilidh — disse Gwynne, correndo a mão pelo torso do marido.
— O céilidh pode esperar — disse ele, em voz rouca. A cama estava a apenas alguns passos, mas, se a levasse até ali, iriam querer passar o resto da noite abraçados. — Isso levará apenas alguns minutos.
Ele a colocou contra a parede e beijou a base do pescoço. A veia latejante batia no ritmo do desejo.
Ele levantou a saia e a anágua, correndo a ponta dos dedos para cima na parte interna das coxas, antes de mergulhar na umidade aquecida que o esperava. Ela arfou.
Gwynne deslizou as mãos para as calças do marido. Um botão voou longe enquanto Duncan esforçava-se para abrir as calças.
Excitado demais para sutilezas, ele lançou-se com urgência no corpo que ansiava pelo seu. Por um instante, ambos ficaram imóveis, paralisados pelo prazer intenso da união. Gwynne começou a movimentar seus quadris, com a respiração feita de gemidos. Seus movimentos o levavam à crescente loucura, enquanto o queixume das gaitas ecoava seu voo sobrenatural.
Embora desejasse que essa harmonia abrasadora durasse para sempre, ele sabia que estava a instantes do clímax. Deslizando a mão entre os corpos, ele a tocou intimamente. Ela dissolveu-se em convulsões frenéticas, que apenas serviram para liberar seu próprio prazer. Agarraram-se um ao outro, apoiados pela parede.
Ele riu brevemente e disse, enquanto espalhava beijinhos na testa e têmporas de sua mulher:
— Não existem palavras para descrever um prazer assim.
— Nunca mais conseguirei ouvir gaitas de fole sem recordar nosso momento.
— Então, contratarei um músico para o castelo — disse ele.
Ela riu enquanto afastava-se.
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Um Beijo do DestinoAutor: Mary Jo Putney |
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Romance: ![]() |
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