Todo mundo comete transgressões - e não é de hoje. Na Idade Média, a Igreja fez uma lista dos vícios condenáveis. "Para refrear os impulsos dos fiéis", explica o psicólogo Waldemar Magaldi, autor do livro Dinheiro, Saúde e Sagrado (Edicta). Para a psicologia moderna, a questão é mais prática do que metafísica: temos instintos e nem sempre correspondemos aos padrões sociais. "Só quem atravessa um conflito amadurece", diz Vera Saldanha, presidente da Associação Luso-Brasileira de Psicologia Transpessoal. O desafio é aprender com isso.
A ira é o instinto de resposta a um ataque: seu sistema nervoso central fica mobilizado para uma reação. O aumento da frequência cardíaca e respiratória prepara o corpo. E a pupila se dilata, não para que você enxergue melhor, mas como sinal de enfrentamento.
A REMISSÃO: Se você costuma ser guiada pela ira, "busca sempre a justiça e é exigente", diz o psicólogo Luís Carlos Garcia, de São Paulo. Portanto, não deve refrear esse impulso, não. "A raiva reprimida nos impede de lutar pelo que queremos", observa Vera. Mas não precisa agir como se fosse ameaçada sempre.
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