Aos 20 anos, eu achava que me casaria com o meu primeiro namorado e seria feliz para sempre. Também acreditava que nunca mais seria convidada para festas bacanas. Pensava que a vida teria bons e maus momentos, mas que não seria exatamente um passeio de Louboutin pela Quinta Avenida. Bobagem. Ela ficou muito melhor. E eu também.
Quando era mais jovem, eu tinha certeza de que era magra. Olhando hoje as minhas fotos, cheguei à conclusão de que fui uma garota mais gorda do que sou agora na maior parte dos meus 20 anos. Por uma razão muito clara: não sabia comer. Cozinha para mim era o lugar onde eu tomava refrigerante e fazia pipoca. E, então, não há bom metabolismo que resista. Ou melhor, hoje vejo que tenho que agradecer de joelhos por não ter me transformado numa gordinha durante essa década. E foi exatamente no ano em que tive que encarar os 30 que me dei conta de que nunca, nem na adolescência, tinha tido um corpo tão bem definido e bonito. Milagre? Nada. Aprendi que não dá para comer quatro pedaços de pizza às 10 da noite e ir dormir. E que Deus só dá bumbum durinho a quem não falta à academia. Hoje o metabolismo já não é mais o mesmo. Se exagero num jantar, por exemplo, acordo me sentindo gorda. A comida não abandona o corpo nem com reza brava. Lembro que, nos meus 20 anos, quando queria emagrecer, abria mão do jantar - unzinho só - e acordava com a barriga negativa. Não acontece mais. Esse tipo de mágica a gente desaprende a fazer quando completa 30 anos.
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