Noah e Alisson se conheceram há alguns anos. Por serem de classes sociais diferentes, foram separados pelos pais dela. Mas o amor foi mais forte e 14 anos depois eles se reencontram, mostra o livro Diário de uma Paixão.
— Você é melhor do que a minha lembrança, Allie.
— Você é um amor, Noah.
— Não estou dizendo isso só porque sou “um amor”. Digo porque amo você agora e sempre te amei.
Allie bebeu outro golinho de conhaque, e começou a sentir os efeitos do álcool. Mas não era apenas por causa da bebida que estava abraçando Noah, sentindo o calor dele contra seu corpo. Olhando para a janela, viu que as nuvens estavam quase negras.
— Deixe-me acender o fogo — disse Noah.
A chama se alastrou, e ele voltou. Ela aconchegou-se de novo junto ao corpo dele, pousando a cabeça em seu ombro, como antes, sem falar, esfregando a mão suavemente no peito dele. Noah aproximou-se ainda mais e sussurrou no ouvido dela: — Isto me faz lembrar como a gente foi uma vez.
Ela se lembrou de quando tinham se abraçado daquele jeito, na ocasião que julgavam ser a última. Estavam sentados em um dique. Ela estava chorando porque talvez nunca mais voltassem a se ver, e se perguntava de que maneira conseguiria ser feliz de novo. Em vez de responder, ele tinha enfi ado na mão dela uma carta, que ela leu a caminho de casa. Ela tinha guardado o papel, que de tempos em tempos relia.
Parecia a coisa certa estar ali. Tudo parecia certo. O fogo, os drinques, a tempestade — não podia ser mais perfeito. Como em um passe de mágica, os anos de separação já não importavam mais.
Lá fora um relâmpago cortou o céu. O fogo dançava na madeira incandescente, espalhando calor. A chuva de outubro cobria as janelas, afogando todos os outros sons.
E então eles entregaram os pontos, cedendo a tudo aquilo contra o que tinham lutado nos últimos 14 anos. Allie levantou a cabeça do ombro dele, olhou-o com olhos enevoados, e Noah beijou-a suavemente nos lábios. Ela ergueu a mão e tocou o rosto dele, afagando-o carinhosamente com a ponta dos dedos. Beijou-o também, sentindo os anos de distância se dissolverem em paixão.
Ela fechou os olhos e abriu os lábios enquanto ele passava os dedos por toda a extensão dos braços dela, em gestos lentos, suaves. Ele beijou o pescoço, o rosto, as pálpebras, e ela sentia a umidade da boca dele em todos os lugares que seus lábios tinham tocado. Ela segurou a mão dele e a conduziu para seus seios, e na garganta dela brotou um gemido.
Sem dizer uma palavra, ela começou a desabotoar a camisa dele, de cima para baixo. Ele estava quente, e ela passou as mãos pelo peito, sentindo entre os dedos os pelos.
Ela perdeu o ar quando ele abaixou a cabeça e beijou-a entre os seios. As mãos acariciavam suavemente as costas, os braços e os ombros dela. Ele beijou o pescoço dela mordiscando devagarinho enquanto ela erguia os quadris para deixar que tirasse a parte de baixo. Foi quase em câmera lenta que seus corpos finalmente se uniram.
Eles se deitaram junto ao fogo. As costas dela se arquearam ligeiramente quando ele, em um movimento fluido, ficou por cima dela. Ela enterrou as mãos nos cabelos dele enquanto ele se mantinha por cima dela, os músculos dos braços duros pelo esforço. Franzindo a testa com uma expressão tentadora, ela puxou-o para mais perto. Mas ele resistiu, abaixou-se e esfregou seu peito contra o dela. Repetiu o movimento várias vezes, devagar, beijando cada centímetro do corpo dela, escutando os gemidos que ela dava.
E assim ele continuou até ela não aguentar mais, e quando os dois por fim se tornaram apenas um ela soltou um grito. Escondeu o rosto no pescoço dele e sentiu que ele entrava bem fundo, sentiu a força e a delicadeza, sentiu os músculos e a alma de Noah. Ela se movia ritmadamente contra ele, permitindo que ele tomasse conta do corpo dela e o levasse para onde quisesse, para o lugar onde ela devia estar. Os corpos refletiam tudo que era tomado, e ela foi recompensada com uma sensação que nem sequer sabia que existia. Sensação que continuou repetidas vezes, tinindo pelo seu corpo e aquecendo-a antes de finalmente se apaziguar, e ela lutava para recobrar o ar enquanto tremia sob o corpo dele. Mas, no momento em que a sensação acabou, outra teve início, em longas sequências.
E assim continuaram noite adentro, compensando os anos de separação. Por fim dormiram nos braços um do outro. De vez em quando ele acordava e olhava para ela, e sentia como se de repente tudo tivesse ficado certo neste mundo.
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Diário de uma PaixãoAutor: Nicholas Sparks |
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