Você adora seu trabalho, mas, enquanto suas colegas es-tão se digladiando por uma promoção, pensa que prefere ditar seu ritmo a transformar a profissão no centro das atenções. Não, não é descaso. Priorizar a vida pessoal já é a opção de muitas mulheres em busca de outros tipos de satisfação. E não há nada de errado nisso.
Seu trabalho traz prazer, reconhecimento, vitórias. Você já provou que consegue, que é competente e talentosa. Mas, quando vê uma colega de mesa ou um executivo da empresa dizer que deve se matar para obter sucesso rápido, é possível que você se pergunte: "Será que quero ir tão longe? Tenho que decidir agora sob pena de minar meu futuro profissional para sempre? Num ambiente competitivo como o de hoje, se sente um ET quem não ambicionar o cargo de presidente da empresa - afinal, é o que todo mundo quer, não é mesmo? Nem sempre, amiga. Cresce o número de mulheres que preferem ter qualidade de vida a ocupar a cadeira na diretoria da empresa. Ao contrário do que muitos pensam, elas não querem abrir mão da carreira nem têm vocação para Amélias do século 21. Apenas defendem a máxima "Trabalhar para viver, e não viver para trabalhar". É o caso da advogada Marina Briganti, 26 anos. "Sou apaixonada pela minha profissão, porém ela me consome. Não tenho tempo nem para fazer um curso." A rotina apertada tem prazo de validade: em breve, Marina pretende dar adeus às horas no fórum e se dedicar a um cargo público, com carga horária reduzida.
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