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Solteira e muito feliz

Ficar em casa no sábado à noite atracada a um pote de sorvete na frente da tevê não faz parte do script destas mulheres. Bem resolvidas, elas andam longe do perfil Bridget Jones. Se está 100% free, que tal aproveitar a vida como elas, em vez de apenas sonhar com um príncipe?

Texto Paula Brandão Sereno / Foto Saye
Solteira e muito feliz
Amo minhas amizades de solteira!

Renata David, 30 anos

"Conheci meu ex-marido ainda na faculdade, aos 19 anos. Desde então, todos os passos que dei na vida tinham como objetivo segui-lo. Até minha especialização dentro da medicina se modificou por influência do relacionamento. Comecei fazendo pediatria, mas me transferi para a área preventiva depois de ficar encantada com o envolvimento dele nesse setor. Nossos programas de fim de semana ou no tempo livre eram sempre a dois. Nunca mais saí para extravasar em uma balada ou mesmo encontrar as amigas em bares. Não, ele não era nem um pouco controlador. Eu é que me acomodei e acabei vivendo a relação 24 horas por dia. Por isso, quando me perguntam o que estou tendo de diferente após a separação, não tenho dúvidas ao responder: "Muitos amigos". Minha irmã mais nova, Paula, que na adolescência era colada na minha turma, me religou ao mundo novamente. Agora, tenho contato com as solteiras que não dispensam um agito e são capazes de me arrancar de casa a todo custo quando estão dispostas a conhecer aquele bar badalado onde a paquera rola solta. Também fiquei amiga de outras mulheres que, como eu, já foram casadas e hoje estão reconstruindo a felicidade. Essas são ótimas de papo para jantares e troca de experiências. Tem também a ala gay da galera. Com eles, me divirto horrores. Há programa para todas as horas e, se estou precisando de um conselho sincero e delicado, adivinhe quem consulto. Recentemente, montei meu apartamento e, agora, além das baladas em grande estilo, estou curtindo receber. A sensação é de que meus horizontes se abriram. Com mais possibilidades para me divertir e aproveitar a vida. O tempo em que permaneci casada havia congelado esse meu lado sociável, animado, extrovertido. Hoje, aonde vou conheço gente, e a lista de telefones não para de crescer. Não preciso dividir as atenções com um homem. Se alguma paquera engatar, farei o máximo de esforço para manter minha roda de amigos. Afinal, nunca estive tão realizada e me sentindo querida como agora!"


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