É duro dizer, mas agora mesmo seu superior pode estar decidindo quem vai demitir ou promover em 2010, conforme uma lista de exigências ocultas, que não está em nenhum papel. NOVA apurou e dá uma pista: tem a ver com tatuagem, piercing, gordura, cigarro e até com classe social.
Aos 27 anos, Carolina* tem seis tatuagens. Já exibiu também dois piercings. O da sobrancelha ela tirou antes mesmo de sair em busca do primeiro emprego. Mas manteve outro no nariz. "Por ser uma bolinha pequena, não vi problema", conta. Estava enganada. Ao pleitear uma vaga de hostess em um bar e restaurante, ouviu do gerente que, se quisesse o trabalho, precisaria se livrar do adorno. "Não questionei e tirei", diz.
Sobre as tattoos, Carol não se arrepende de ter feito, embora admita que poderiam ter prejudicado sua vida profissional. "Quando fiquei na recepção de um hotel, por exemplo, contei com a compreensão do meu chefe, que providenciou uniforme de mangas longas para esconder os desenhos." Hoje, Carolina é produtora de shows e festas e trabalha por conta própria. Ou seja, não precisa mais camuflar nada. Se vai visitar um cliente, no entanto, sente-se melhor cobrindo as tattoos.
Pois a produtora está cheia de razão. "O mundo corporativo é preconceituoso com isso", reforça o headhunter Gutemberg de Macedo, da Gutemberg Consultores. "Perguntei a 35 executivos o que achavam desses adornos. Todos responderam que não pegam bem." Veja mais sobre o que o mercado de trabalho realmente pensa de tatuagem, piercing, cigarro, gordura e classe social.
* O nome foi trocado para preservar a identidade da entrevistada.
LEIA
MAIS NESTA REPORTAGEM:
|
|
Entre no nosso Clube da Leitora e opine sobre a capa, seções, reportagens... de cada edição
Atitudes ousadas para curtir e exibir seu corpo sozinha, com um homem e até com as amigas
Receba nossas novidades em primeira mão