Ela revela porque aceitou o convite para fazer um ensaio sensual aos 39 anos e diz: "Sou linda porque sou esquisita".
"Nunca fui uma mulher compreendida como gostosa, e nunca fiz nada para reverter isso. Não quero ser aceita em troca de coisa alguma. Aliás, ser "a gostosa" pode ser bom, mas manter-se "a gostosa" deve ser terrível. Sempre tendo que cuidar da bunda como um patrimônio. De seguro alto, já que as possibilidades de desmoronamento são muitas.
Jamais fui uma gostosa, nem tentei ser. Pelo contrário, quando entendi minhas singularidades, e percebi que não seria uma pessoa para maiorias, vi-me uma privilegiada. Ok, falando assim, parece até que nunca sofri por ser diferente. Eu penei. Por ser branca demais, com pernas finas demais, e bunda grande de menos. Penei por usar cabelo curto. E pela minha maneira de combinar as roupas, vista como incongruente.
Hoje, aos 39 anos, eis que me reconheço como uma mulher voluptuosa. Meu corpo ficou mais bonito após a gestação. Os quadris, mais largos, a bunda, mais generosa, e os seios, mais fartos, refeitos após a amamentação das gêmeas. Porém, para um atento observador, continuo a mesma: meio andrógena, sem saber lidar com a minha masculinidade natural. Demorei para readaptar meu corpo às minhas roupas; e, sem quase notar, comecei a gostar de ousar no decote.
Atualmente, ando viciada em corset. Sinto-me vigorosa com eles, como uma Joana d’Arc. Tenho mais de 30 peças e as uso diariamente. Hábito que deixou minha cintura mais fina. Na verdade, o tempo tem me feito bem. Acho que é porque me exercito desde os 23. E quem pensa que é por vaidade se engana. Fazer ginástica é meu antidepressivo.
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Atitudes ousadas para curtir e exibir seu corpo sozinha, com um homem e até com as amigas
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