Ele abre o consultório a qualquer hora, entende tudo sobre qualquer problema, não cobra a visita, tampouco os retornos... Mas confiar só nele pode deixá-la doente. Cuidado para não se tornar uma cibercondríaca.
Teve uma dor de cabeça daquelas? Se der um Google, vai descobrir que pode tanto ser stress quanto vista cansada, enxaqueca... Até um tumor cerebral. Bem-vinda à era da informação fácil. A internet ajuda você a encontrar o caminho para casa. E anda sendo usada também para autodiagnosticar problemas de saúde. Ok, ok. De médico e louco todo mundo tem um pouco. Por isso, é difícil resistir à infinita quantidade de sites sobre o assunto na rede. Segundo uma pesquisa desenvolvida pela estudiosa Wilma Madeira, da USP, esse é um dos temas mais procurados na internet. Ela conta que 83% dos 116 participantes (52% eram mulheres entre 18 e 60 anos de todo o Brasil) procuram informações médicas e 85% voltam a fazer pesquisas online depois de visitar o doutor em carne e osso. Segundo Wilma, não é que os pacientes duvidem dos médicos. Mas as consultas estão cada vez mais rápidas e alguns têm vergonha de perguntar até esclarecer todas as dúvidas. E é aí que entra a internet. Está tudo lá. A preocupação dos especialistas é que a prática leve ao autodiagnóstico e à automedicação. "Conhecer melhor a doença é importante", diz o neurologista Abram Topczewski. "O perigo está em se acomodar com os dados da internet e não procurar um especialista. Ou entrar em pânico sem motivo real." NOVA decidiu colocar a rede e os médicos frente a frente em cinco questões de saúde. Veja o resultado!
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Cuidado para não entrar em pânico sem motivo em razão dos diagnósticos do Google
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