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Ana Beatriz Barros: mulher ou anjo?

Primeira brasileira a integrar o time das Angels da Victoria's Secret, a mineira Ana Beatriz Barros é uma das modelos mais bem pagas do mundo. Aqui, ela fala sobre a fogueira das vaidades entre as tops, a dificuldade de encontrar o homem certo, as baladas exclusivas nos quatro cantos do planeta...

Texto: Karina Hollo | fotos: Valério Trabanco
Ana Beatriz às vezes se parece com uma simples mortal: adiou a sessão de fotos por estar com 38 graus de febre, é distraída, adora conversar. Tira um mês de férias por ano, sempre em agosto. O destino é que não se assemelha muito com o meu ou com o seu este ano, ela foi para Ibiza, na Espanha. Da última vez, estava acompanhada. Desta, embarcou solteira. Acabou de terminar o namoro de quatro anos com o americano Helly Nahmad. Sim, a moça gosta de relações longas (como a maioria de nós). Lá pelos 30, quer estar casada, ter filhos. Mas diz que achar o homem certo não é fácil. Os bonitões, logo de cara, se apaixonam pela bombshell. "Depois, me acham mais bonita sem produção." E ainda reclamam da falta de tempo, precisam controlar o ciúme...A linda de olhos verdes abala planeta afora. Foi eleita a mulher mais sexy do mundo pela GQ italiana. É rainha da Sports Illustrated, estrela das mais importantes campanhas de lingerie. Foi a primeira brasileira a integrar o time das angels da Victoria's Secret , em 1999 (depois seguida por Gisele Bündchen, Adriana Lima...), e convidada pela atriz Jennifer Lopez para anunciar sua grife. Por tudo isso, sofre com a competição feminina no centro da fogueira das vaidades. Ainda assim, tem grandes amigas. Uma delas é Alessandra Ambrósio; outra, Jeísa Chiminazzo.A história de Ana Beatriz começou como a de muitas modelos. Mineira de Itabira, mudou-se para Belo Horizonte ainda bebê. Pouco tempo depois, o pai, engenheiro, foi transferido para o Rio de Janeiro, onde, aos 14 anos, ela foi "descoberta" junto com a irmã dois anos mais velha, Patrícia. Ana venceu o Elite Model Look e ficou em segundo lugar na edição americana do concurso. O prêmio? Um contrato internacional. O pai não gostou da história, mas a mãe apoiou e embarcou com Ana para Nova York.Ter dona Sônia por perto foi essencial. "Sozinha teria sido difícil vencer o frio, lidar com dinheiro e com a rejeição, sem saber falar a língua", lembra. Hoje, há 11 anos nessa vida, fala inglês, italiano e francês. Colégio? "Estudava por correspondência, vindo ao Brasil só para fazer as provas." Naquela época, o plano era: "Se em três anos minha carreira não decolasse, retornaria ao Brasil e faria universidade". Alguém duvida que essa geminiana chegou lá? E, na opinião dela, nem tudo foi fruto da beleza. "Se você não for inteligente nem tiver personalidade, esqueça." Para se contagiar por um pouco mais desse brilho, continue lendo.

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