Um novo romance vem sempre acompanhado por milhares de dúvidas. Qual a melhor hora de embarcar numa viagem a dois? Pega bem fazer sexo oral logo na primeira transa? E quando levar um vibrador ou falar da camisinha? Nosso guia revela o que fazer - e quando.
VOCÊ FICA COM um gato num barzinho e, no dia seguinte, ele liga querendo marcar um novo encontro. Sua cabeça vai a mil: "Se as coisas esquentarem, devo ir para a cama ou vou parecer fácil? Falo da camisinha? Quando posso reservar um quarto para nós naquela pousada linda?"
Você não é a única a criar expectativas e ficar tentada a pisar no acelerador quando um relacionamento aponta na reta. Essa vontade de viver logo a nova paixão é normal. Mas vale tomar cuidado para a ansiedade não atrapalhar. Tempo, nesse caso, é tudo. É bom conviver com esse homem antes de querer realizar todos os seus desejos. O Manual NOVA de Etiqueta Sexual para Primeiros Encontros vai ajudar você a não cometer embaraços.
No primeiro encontro, os amassos no carro fazem você perder a razão e imaginar detalhes da primeira transa. Sem falar que o volume do gato lá embaixo poderia vir com a mensagem "Feito para dar prazer". Como se não bastasse, no segundo encontro decidiram assumir o namoro. Parece que o Universo está conspirando para vocês se entregarem de corpo e alma. Calma lá. Assim como não é de bom-tom atacar a mesa de doces de um casamento antes do jantar, a etiqueta sexual sugere deixar o sexo para depois de se conhecerem melhor.
E, se não vai para a cama com ele, aquela viagem a dois também deve ser adiada.Nos primeiros encontros, vale a pena investir em beijos e amassos, porque revelam a sintonia com seu homem. "Você testa a química e checa se o seu coração bate forte antes de se entregar totalmente", explica Carla Cecarello, sexóloga e coordenadora do projeto paulistano Ambsex. Além disso, curtir esse desejo aumenta a conexão entre vocês. O limite de ousadia das carícias? Não há um padrão. A espontaneidade será o seu guia. Então, se sentir vontade de massagear o menino dele, vá em frente. Sexo oral? Há mulheres que precisam de mais intimidade para isso do que para a penetração, e o moço deve respeitar.
Paralelamente a esse festival de estímulos, pega bem mostrar que faz questão de se proteger. "Falar de DSTs mostra maturidade e auto-estima. Esse assunto não é nenhum bicho-de-sete-cabeças e o ideal é abordá-lo com tranqüilidade", fala a sexóloga. Como entrar no tema sem parecer indelicada? Da forma mais despretensiosa possível. Quando estiverem num barzinho, lance: "Posso bancar a curiosa? Você concorda com os caras que dizem que transar com camisinha é igual a chupar bala com papel?" A resposta dele pode ser a deixa para comentar a importância do preservativo. Vale brincar: "E tem com tantos sabores..." Uma vez que tocou no assunto, passou o seu recado.
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