5 lições para exterminar uma dívida

Na teoria, deveríamos gastar menos do que ganhamos (e ainda poupar uma parte do salário). Mas, na prática, sucumbimos ao cheque especial em prol de loucos desejos de consumo. Como emergir do buraco? Um expert em riqueza e uma psicoterapeuta dão uma mão para você ver o saldo azul de novo. Desta vez vai!

Karina Hollo e Angela Senra

Pense em dez amigas. Pelo menos doze não conseguem resistir àquela bolsa incrível da nova coleção, à calça jeans que virou must, às baladas da moda,aos cosméticos ultramodernos e ao que mais o mercado de consumo oferecer. Acontece que isso tudo custa dinheiro e parece que, por pura maldade divina, nosso salário é sempre mais curto do que a vontade de comprar. Resultado: Acabamos nos permitindo uma entradinha no cheque especial aqui, outra ali e, quando nos damos conta, a bola de neve já ganhou proporções catastróficas. Isso não é vida, concorda? Resolvemos pedir ao consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor do best seller Dinheiro - Os Segredos de Quem Tem (Gente), que indicasse o caminho para mudar essa situação de uma vez por todas. E, como sabemos que pode ser bastante difícil colocar a teoria em prática, a psicoterapeuta Amelia Nascimento entrega seus segredos para tornar essa missão menos penosa. Não tem como não dar certo!

1. Reunir todas as dívidas em um só lugar

A TEORIA

Imagine um balde com um único furo e outro com dez. Qual vazamento é mais fácil de controlar? O mesmo acontece com as suas dívidas. "A estratégia correta é somar tudo o que deve de cheque especial, cartão de crédito... e pedir empréstimo ao banco", ensina Cerbasi. "Assim, além de gerenciar melhor a situação, paga taxas mais baixas. E, quando sentar-se com o gerente, pechinche." Facilita a negociação dividir o montante no menor número de parcelas possível.

A PRÁTICA

Mesmo que você queira se esconder embaixo da mesa do gerente de tanta vergonha, lembrese de que não é a primeira pessoa a ter de enfrentar essa situação. "Quase todo mundo possui dívidas, mas só os honestos se preocupam em pagá-las", lembra Amelia. "E não se esqueça de que o banco não está prestando um favor a você. Ele cobra juros e lucra com o empréstimo." Também vale fazer um exercício de mentalização: "Imagine-se saindo da agência contente e tranqüila. Se estiver confiante, conseguirá argumentar melhor".

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