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Trabalho ou tratado anti-feminista?

postado por | 29 de setembro de 2011 às 19:07

Um comercial da marca de lingerie Hope, que tem como estrela ninguém menos do que Gisele Bündchen, está causanda muita polêmica. Na campanha, La Bündchen usa todo o charme feminino para avisar o maridão que estourou o limite do cartão, bateu o carro, e que terá que hospedar a mãe por alguns dias. Ela fica só de lingerie para dar as péssimas notícias ao companheiro que, certamente, não teria coragem de gritar ao ver um corpão daqueles.  A Secretaria de Políticas Para as Mulheres não gostou nada do material e quer tirar a campanha do ar. O argumento é que o anúncio estaria promovendo uma visão sexista e equivocada das mulheres. Gisele poderia contra-argumentar dizendo que esse é só mais um dos milhares de trabalhos que ela vive fazendo como modelo — e que não tem nada de errado em as mulheres usarem da sedução para amolecer seus namorados.

O que você acha? É exagero do governo ou Gisele pisou na bola?

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Comentários (22)

  1. Sabrina Barretto 09/29/2011 às 19:13

    Por que a Secretaria de Políticas Para as Mulheres não protesta contra as propagandas de cerveja, que expoem muito mais as mulheres do que essa propaganda, que é voltada para o público feminino? Por que a Secretaria de Políticas Para as Mulheres não protestou contra a propaganda das Havaianas onde a turista francesa escolhia lugares para passar a lua de mel e desiste do Brasil ao ver mulher de biquini como se todas as brasileiras fossem roubar o marido dela? Esses são exemplos piores do que essa propaganda da Hope!


  2. Fernanda Faleiro 09/29/2011 às 19:28

    Concordo PLENAMENTE com a coleguinha Sabrina Barreto! Esses comerciais que ela citou são MUITO MAIS apelativos!


  3. O que é mais curioso é que isso tá dando muito mais visibilidade para a marca. Ao invés da Secretaria se preocupar com problemas de saúde feminina, legislações que protegem a mulher, salários com diferenças de gênero, ficam pegando no pé de um comercial que faz uma piada. Aff.
    Sobre comerciais de cerveja, ah, tem uns muito bons. Aqueles com mulheres peladas e afins estão cada vez menos populares.


  4. Acho que na verdade tudo o que Secretária queria era “pegar um pra Cristo´´. O fato de mulheres serem espancadas, violentadas e assassinadas todos os dias não tem nenhuma importância diante desse comercial. Panicats, legendetes, maluketes e funkeiras se exibindo semi-nuas não tem nada a ver, apenas mostra que as mulheres só têm uma coisa boa a fazer para ganhar dinheiro: mostrar a bunda. As brasileiras terem fama de prostitutas na Europa não é nada demais, desde que as mulatas, dançarinas e tantas outras possam continuar dançando nuas para os turistas se divertirem. Realmente, o maior problema das mulheres é usar a sensualidade e fazer charminho para amolecer os próprios maridos. Culpa da Gisele, que ousou mostrar o corpinho exageradamente enxuto na televisão. Isso tá é me cheirando a inveja.


  5. Sobre esse assunto, ainda, leiam:

    http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/09/poneis-malditos.html

    http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/09/inveja-da-gisele-vergonha-de-quem-se.html

    … e reflitam se “apenas uma propaganda” é algo assim tão inocente…
    É por trás das aparentes “foi só uma piadinha, uma brincadeira, eu achei engraçadinho” que se enraíza todo o machismo que impera nessa e em outras tantas sociedades e que, nós mulheres, tomamos por normal mesmo sem perceber…

    Beijo!


  6. Sabrina, concordo contigo!!! Eu achei o de La Bündchen bem menos apelativo q o de cerveja!


  7. aposto que quem não gostou e gordo ou nao tem auto-estima propria!


  8. Eu acho preconceituosa sim, mulher só “conseguir as coisas” apelando pra pedido com jeitinho e sensualidade. A propaganda afirma que a mulher é dependente, dirige mal (mesmo com os seguros pra mulheres sempre sendo mais baratos), que é consumista descontrolada, reafirmando todos os preconceitos existentes… Como assim a mulher sendo tratada como mercadoria, como as mulheres que aparecem na televisão, apenas como pedaços de carne prontas para servir os homens, não tem a ver com estupros? Por acaso as mulheres não são só pedaços para serem usados? Quem disse que preciso pedir autorização pra usar um ser inferior? Quem fala não tem a mínima noção de como são as circunstâncias de violência cometida contra as mulheres…


    • Ninguém disse que o comercial está certo, apenas que ha exagero com todo esse bafafá em torno dele, sabendo que há tantas coisas mais urgentes e importantes para cuidar e tantas outras propagandas machistas como ja citado anteriormente. Não preciso ter meu nome na lista de pessoas que lutam a favor das mulheres para saber o que ocorre no mundo. Sou mulher e talvez não saiba de tudo o que ocorrre, mas com certeza sei de muita coisa.


  9. Por que meu comentário não foi aceito?


  10. E os comerciais de produtos de limpeza que só mostram MULHERES limpando , faxinando , MULHERES lavando roupa , MULHERES cuidando dos filhos ?
    Mas concordo que retirar o comercial da Giselle já é um bom começo e mostra que cada vez mais as mulheres estão mais unidas contra o machismo ( a duras penas !) .


  11. alessandra leventhal 10/06/2011 às 22:33

    acho que as propagandas nao tem mais sentido,,,,,acho que nao tem mais inteligencia e sim apelacao,,,,acho que num mundo avancado,no patamar que nos mulheres conquistamos no mercado,e nao foi com a lingerie de fora que conseguimos e sim com suor e prova de competencia,afinal se nao fossemos superior aos homens D-us nao nos proveria de carregar e parir os filhos ,pq os homens nao aguentaria com a garra que nos temos e acho ridiculo levar a sexualidade da mulher pro lado de pedir desculpa ao homem sendo submissa do prazer para eles nos perdoarem!!!!!
    acho que quando nao exageram na vulgaridade erram na falta de inteligencia do comercial!


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Elisa Tozzi

Não sou workaholic e fico muito frustrada se o trabalho não deixar que eu viaje, passe a noite assistindo a um filme ou fique o fim de semana inteiro sem ligar o computador. Afinal, toda mulher, por mais ambiciosa que seja, precisa de um equilíbrio entre carreira e vida pessoal – e de meia horinha por semana para escapar do escritório e... fazer as unhas!

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