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Arquivo de Alex Xavier

Carolina Dieckmann de frente para o espelho virtual

postado por | 8 maio, 2012
Carolilna Dieckmann fotos nuas

Foto: André Schiliró

Espero que encontrem quem roubou os arquivos pessoais da Carolina Dieckmann, tentou extorqui-la e jogou as imagens da atriz nua na rede. É um criminoso. O advogado dela está agindo bem, pressionando sites hospedeiros e páginas de busca para não divulgarem o conteúdo. Uma pena a maioria das mulheres expostas na internet por ex-namorados frustrados ou simples bandidos não terem o poder de fogo da atriz para ir atrás dos responsáveis. Dito isso, a Carol que me desculpe, mas não resisti a uma espiada nas fotos, claro.

O corpo feminino fascina os homens. Mas acho que a minha geração foi uma das últimas a venerá-lo de verdade. Tem a ver com a facilidade com que desnudamos essas deusas na nossa imaginação. Hoje, qualquer garoto tem acesso a todo tipo de pornografia com uma simples pesquisa no Google. Uma mulher nua é apenas “mais uma mulher nua”. Nos meus tempos de moleque, porém, a gente precisava suar bastante para brindar o nosso olhar. Por isso, continuo reparando em cada detalhe do corpo da mulher com quem estou, como se fosse um pintor renascentista. Nunca me canso de admirar.

Pré-adolescente, eu já ficava doido com as modelos de lingerie em panfletos de loja de roupa. Ou com as beldades que sensualizavam nas páginas das revistas femininas que minha mãe lia. Lembro quando consegui minha primeira Playboy: Cláudia Raia, em janeiro de 1986. Eu tinha 11 anos e afanei o exemplar do meu pai. Ficou escondido sob o meu colchão por anos. A ela, juntaram-se a Nani Venâncio, a Luciana Vendramini, a Sonia Lima, a Andréia Veiga e outras capas clássicas.

Acho que uma das primeiras vezes em que vi pêlos pubianos foi ao assistir a “A Dama de Vermelho” (1984). Quase no fim, de supetão, a maravilhosa Kelly LeBrock pula da cama nua e, por menos de um segundo, antes que se escondesse atrás do lençol… voilá! E eu já não conseguia pensar em outra coisa. Dei um jeito de gravar, em vídeo, repetindo a cena em slow-motion diversas vezes. Recentemente, revi a parte final do filme, em uma reprise insone. Mas aqueles preciosos instantes não estavam mais lá. Alguma hora, a Globo os cortou para adaptar à Sessão da Tarde e nunca mais eles voltaram para a fita.

Um dia, descobri uma vizinha que costumava desfilar pelada pelo apartamento. Por algum tempo, fui o garoto do binóculo. Perdi uma vida inteira aguardando na janela aquela moça passar, rapidamente, desprevenida. E morria de medo do marido grandalhão dela me flagrar. Os momentos de alegria que esta tocaia pouco prática me rendeu não devem somar nem meia hora. Mas foram ampliados na minha memória. Hoje, o monitor do computador é uma janela muito mais acessível e segura. A internet facilitou a puberdade de muito moleque. E, talvez, esteja criando olhares mais preguiçosos também.

Tem gente falando que a Carolina errou ao se expor assim – pior, que teria vazado as imagens para se promover. Besteira. Ela apenas usou o espelho digital que muitas outras costumam usar hoje em dia e caiu nas mãos de pilantras. Talvez tenha sido descuidada demais com um material tão delicado, mas o debate não pode seguir para este lado agora. Que o caso dela motive uma lei mais rígida para coibir e punir crimes de internet. E suas fotos fiquem no nosso imaginário e não nas nossas HDs.

 

Nem tudo é permitido no sexo

postado por | 4 maio, 2012

o que nao fazer na cama

Uma leitora me fez uma pergunta direta outro dia: “para o homem, o que é uma mulher boa de cama”? Acho que seria muita prepotência minha responder diretamente também. Acabaria falando apenas dos meus desejos eróticos e cada cara tem os seus. Mas posso apontar o que a maioria de nós espera que vocês não façam durante uma transa (e eu digo “a maioria”, pois, por mais bizarro que pareça, sempre haverá admiradores para cada um dos itens abaixo). Confira:

Instruções demais:  concordo que, de vez em quando, a gente precise de orientação – até para saber o que uma mulher curte. Mas começamos a nos achar totalmente inaptos para o ato sexual quando ficam o tempo todo dizendo “mais para a esquerda” ou “mais para a direita”. Não banquem o flanelinha estacionando um carro. Melhor do que ouvir onde morder, com qual intensidade apertar e para que lado virar é descobrir, aos poucos, tudo isso, na tentativa e erro. Uma tremidinha de pernas, um gemidinho sacana ou um agarrão mais forte nos dizem mais do que instruções diretas. Adoramos nos perder por estradinhas de terra batida e descobrir novos caminhos. E, portanto, dispensamos o GPS.

Falta de iniciativa:  nunca vou entender direito o fetiche masculino por bonecas infláveis. Aquele ser imóvel e sem expressão (ok, talvez uma única expressão de eterno assombro…) não mexe comigo. E algumas garotas carregam consigo a síndrome da boneca inflável. Ficam paradonas, esperando o sujeito “fazer o trabalho”. Beira a necrofilia. Vocês dizem que o homem precisa “ter pegada”. Pois é, o mesmo vale para a mulher.

Mordidas fora de hora: parece meio óbvio, mas sempre é bom lembrar. Uma mordiscada no pescoço ou no peito a gente aceita numa boa. Preferimos, porém, que não banquem as vampiras nos nossos pênis. Convenhamos: sexo oral em uma mulher é bem mais complicado e, muitas vezes, a gente não tem muita certeza do que está fazendo. Já sexo oral em um homem não tem tanto segredo assim. Pode beijar, lamber, esfregar, até assoprar, se quiser. Lembre-se apenas de não morder.

Mão boba:  se você perguntar a um sexólogo sobre as zonas erógenas masculinas, talvez ele inclua uma área um tanto delicada da anatomia, bem lá atrás. Mas, decididamente, o fio-terra não é para qualquer um. Então, nem pense em fazer uma surpresa como essa. Não precisamos nos preocupar com o fogo amigo. Já nos basta ter pesadelos com exames da próstata.

Apelidos broxantes: já alertei em algum post para deixarem apelidos no diminutivo fora da cama. Agora, lembrei de outra forma de tratamento bastante inconveniente durante o sexo: chamar o parceiro de “papai”. Se esse costume – cada vez mais raro, espero – soa bem esquisito em situações do dia-a-dia, sob os lençóis representa ultrapassar uma fronteira que não tem mais volta.

Tirar sangue: acho que ninguém reclama de uns tapinhas de leve no bumbum. Mas, por mais que os sadomasoquistas representem um grupo bastante amplo, há restrições quanto a unhadas nas costas. Raspar de leve, tudo bem. Fincar na carne até sangrar é bem diferente. É ótimo ver uma mulher soltando seu lado selvagem, mas há um limite para a fantasia de pantera.

 Aproveitando, uma enquete: o que vocês odeiam que um cara faça no meio de uma transa?

Aniversário do Amigo Macho!

postado por | 27 abril, 2012
aniversário

Foto: Thinkstock

Esta semana é de festa para mim. Primeiro, porque comemoro o meu aniversário (já avisei, sou taurino). Mas também porque o blog fecha um ciclo. Nem parece, mas o Amigo Macho já está no ar há um ano. Nestes primeiros 50 posts (este é o 51º), procurei ser bem direto com as leitoras, da mesma forma como sou com minhas melhores amigas. Ou seja, deixando a firula de lado e tentando dosar autocrítica e ironia ao falar do mundo dos homens.

Por coincidência, fui questionado há pouco tempo por e-mail se as mulheres precisariam tanto assim de um amigo macho. Sim, pelo que vejo nas mensagens enviadas a mim. E não só este que vos fala, on-line. Mas acho sempre bom ter por perto alguém que vai nos mostrar pontos de vista diferentes e não apenas repetir o que já dissemos. Podem abusar dos amigos machos presentes na vida de vocês. Com certeza, eles vão adorar ajudá-las, mesmo quando parecem contrariá-las.

Quando  NOVA me convidou para expor o ponto de vista masculino sobre a saborosa guerra dos sexos, pensei: que diabos eu entendo sobre relacionamentos? Então, percebi que não estaria aqui como um especialista ou um estudioso. Não preciso nem mesmo ser o dono da verdade. Apenas dar uma opinião sincera baseado nas minha próprias cabeçadas na vida e nas histórias que pessoas próximas a mim me trazem informalmente em um bate-papo de bar.

Aliás, eu gostaria que vissem assim este blog. Não como o divã de um psicanalista ou o confessionário de um padre (decididamente, não tenho vocação para nenhum dos dois). Mas como uma mesa de boteco, onde ideias são colocadas e teorias criadas tendo a nossa vivência como a única comprovação científica do que afirmamos. Sou um cronista e falo do mundo que vejo – e como o vejo.

Espero ter abordado temas sobre os quais queriam ler – e que, no meio deles, tenham aparecido algumas respostas às dúvidas de vocês. E podem continuar me mandando sugestões, compartilhando seus causos e discordando quando acharem necessário, pois essas conversas sempre rendem novos posts. Não sei se esclareci algo sobre o modo dos caras pensarem. Mas, certamente, aprendi bastante sobre a alma feminina com seus comentários e e-mails. Um brinde à troca de experiências.

Homens frustrados na área. Fujam!

postado por | 20 abril, 2012
homem agressivo inseguro

Foto: Tamara Schlesinger

Uma amiga minha foi a um bar encontrar um pessoal. Com eles, estava um sujeito que não conhecia. À certa altura, na frente de todos, ele se voltou para ela e soltou essa: “sabe, você não é do tipo de mulher que me atrai”. Até parece… Se não se interessasse, ficaria quieto. Não só gostou do que viu como sabia que era areia demais para o seu caminhãozinho. E achou que precisava dar uma patada antes de levar uma. Homens inseguros se defendem atacando.

Cuidado, mulherada, está cheio desses frustrados por aí. Parecem inofensivos, mas não estão preparados para uma rejeição. Com a moral abalada, reagem com uma grosseria gratuita qualquer. Em festas ou bares, andam em bando de machos, pois se sentem mais protegidos assim. E chegam na garota já segurando, sem clima nenhum, para não dar tempo de ouvir um “não”. Em uma conversa, soltam frases infatilmente agressivas, mesmo quando não há discussão alguma. A ideia de que não podem ter quem desejam é insuportável para eles.

Na infância, todo garoto já destratou uma menina que provocava nele sentimentos contraditórios (é a relação de amor e ódio de Calvin e Susie nas histórias em quadrinhos). Faz parte do nosso aprendizado. Infelizmente, alguns de nós levam isso para a vida toda. Conheço uma garota que ficou muito amiga de um cara com jeito de bonzinho. Do modo como o coitado a rondava, sempre marcando território, a paixão platônica era óbvia. Ela, porém, insistia que só rolava amizade. Até contar do seu interesse por outro. Foi ele perceber que não teria chance para começar a chamá-la de vagabunda.

Um homem com este perfil torna-se ainda pior quando arruma uma faísca de autoestima. Por isso, evite dar muita confiança a um recalcado. Um cara que não aprendeu a lidar com a recusa das mulheres pode ter prazer em humilhá-las ao conquistar a atenção delas. Como um ex-namorado de uma conhecida minha. Como a tratava muito bem, a garota não se importou com os quase 200 kg dele na época e ficaram. Depois de passar por uma redução de estômago, ele começou a se achar a última bolacha do pacote. E terminou o namoro dizendo que ela não estava a sua altura.

Pior é quando vão além da falta de educação. Há tempos, circulam na imprensa e nas redes sociais casos de brucutus que destratam mulheres na balada apelando para a violência. Como o infeliz que quebrou o braço da menina em Natal e fugiu após ela não querer nada com ele. Soube de uma moça de Belo Horizonte que levou um murro durante um show pelo mesmo motivo. Outro dia, uma amiga aqui em São Paulo foi cercada em um bar por três rapazes querendo forçar um beijo e viraram uma garrafa de água na cabeça da amiga que tentou ajudá-la.

A urgência de autoafirmação masculina já virou caso de polícia.

Homens e a necessidade da conquista

postado por | 13 abril, 2012
mulher dificil

Foto: Eric McNatt

Outro dia, no metrô, vi três moças com ar de advogadas – talvez, contadoras – comentando sobre a covardia dos homens de hoje. Reclamavam que eles só querem saber de mulheres fáceis e se assustam com as de personalidade mais forte. Busquei em meu próprio histórico a confirmação disso e percebi o contrário: minhas maiores paixões, a princípio, não me deram a menor bola. O que só me deixou mais interessado.

Aos nove anos, gamei em uma linda menina de olhos azuis que estudava comigo. Lembro de um dia, no pátio da escola, que a vi conversando com amigas perto do escorregador. Sem pestanejar, fui até lá e roubei um beijo dela. Apenas uma bitoca desajeitada na boca – breve o suficiente para eu sair correndo em seguida, pois ela veio atrás para me bater. Imagino que, atualmente, casos assim rendam até debates sobre bullying e abuso sexual. Mas ainda considero o meu momento mais espontâneo.

O homem passa a vida inteira tentando repetir sua primeira investida em uma garota. É uma sensação inebriante vencer a vergonha e o medo da rejeição, mesmo por alguns instantes, para nos descobrir capazes de escalar o Everest. Talvez nos falte ainda o talento para chegar ao topo. Mas, desde este ato inaugural de bravura, achamos ter as cordas e os mosquetões que nos permitem tentar. Por isso, concordo com quem diz que a gente gosta mesmo é da conquista.

Espera aí… Então os caras querem mesmo que as mulheres banquem as difíceis? Por muito tempo, tentei negar isso (provavelmente, estava advogando em causa própria). Admito, porém, que um pouco de resistência sempre deixou tudo mais fascinante. Decididamente, os amores que ficam na memória do sujeito não são aqueles colhidos de qualquer jeito em bailes de carnaval. Machos gostam de pensar que tiveram que suar um pouco pelo grande prêmio.

Todo casal precisa de uma boa história sobre como tudo começou, daquelas para contar aos amigos em tom épico. E mexe com o orgulho do cara pensar que precisamos derrubar algumas barreiras para seduzir a garota. Não estou sugerindo que vocês sejam gratuitamente antipáticas, dando patadas em todos os pretendentes e desprezando até aqueles que merecem sua atenção. Mas a mulherada que aprende a controlar esta impulsividade masculina tem muito poder nas mãos.

A dica é não ter pressa. Não porque “uma mulher deve se preservar” ou porque “o homem não vai te respeitar se ceder logo” e todas essas baboseiras moralistas que as pessoas pregam por aí de vez em quando. Mas, simplesmente, porque conhecer alguém aos poucos pode render histórias mais divertidas para recordar depois.

 

Casais que vivem grudados são chatos!

postado por | 5 abril, 2012
casal inseparavel

Foto: thinkstock

 

Há algumas semanas, escrevi que não acreditava nessa história de “dar um tempo”e continuo achando um modo de fugir dos problemas em vez de encará-los. Mas existe outro fator na complexa equação do amor no qual coloco mais fé: chama-se “dar espaço”. Seja na fase da paquera ou quando já existe algo mais sólido entre o casal, nada é mais sábio em um relacionamento do que aprender a manter a distância ideal em cada momento.

Dosar o quanto devemos nos aproximar e nos afastar de alguém é uma verdadeira arte. Nem tão perto a ponto de sufocar, nem tão distante que se perca de vista. Lembra quando seguimos um carro em uma estrada. Você não vai colar na traseira dele correndo o risco de colisão em uma freada repentina. E também não vai ficar para trás, deixando outros veículos separarem vocês.

Mas manter este equilíbrio o tempo todo é bastante complicado. Diria até impossível. Considero-me uma pessoa bastante prática. Mesmo assim, meu retrospecto entrega que já pequei algumas vezes tanto por ser afoito como por parecer ausente – pensando na metáfora do parágrafo anterior, talvez tenha a ver com o fato de eu ser um péssimo motorista…

Quando nos tornamos um casal, os convites não chegam mais só para um de nós. São para ambos (em geral, de outros casais, para algo sossegado). Mais tarde, os presentes também seguem pelo mesmo caminho (vai entender isso quando começar a ganhar, no seu aniversário, utensílios de cozinha ou objetos decorativos para a sala). Pelo bem da relação, porém, nenhum dos dois deve abrir mão de sua individualidade. Como na canção do U2, “We’re one, but we’re not the same” (“Somos um, mas não os mesmos”).

Acha que os marmanjos comprometidos que religiosamente batem uma bola com os amigos se interessam tanto assim por futebol? Pois, duvido que eles entrem em campo para levar canelada, suar em bica e compartilhar o chuveiro com os camaradas. Mesmo sem se dar conta, estão à procura de uma atividade da qual suas mulheres não façam parte. O mesmo acontece com o marido que chama de seu um canto da garagem de casa para ficar martelando sabe-se lá o quê.

Casais que andam grudados o tempo todo são chatos. Não importa muito como, mas o homem e a mulher devem encontrar algo que gostem de fazer independente da participação do outro. Apóio que, eventualmente, cada um vá para um lado, promovendo “boys night” e “girls night”. Até viagens curtas separados podem fazer bem de vez em quando. É preciso ter a chance de sentir falta do outro. Saudade é um sentimento positivo. Não se trata de perda, mas da carência de algo que ainda faz parte de nossas vidas, apesar da ausência momentânea.

Dê espaço. E esteja presente nos momentos certos.

 

O videogame do casal: as fases antes de ir morar junto

postado por | 30 março, 2012
casal morar junto

Foto: CHRIS CLINTON

Não é verdade que todos os homens fogem de relacionamentos sérios (conheço um punhado deles que simplesmente não conseguem ficar sozinhos). Alguns têm apenas mais dificuldade do que outros de aceitar a realidade (na verdade, também sei de mulheres que fazem o mesmo). Mas, uma hora, todos passam por situações que os ajudam a ver a luz. São pequenos rituais de casal que, inconscientemente, nos preparam para um comprometimento maior – ou nos alertam para pular fora rapidinho. Veja aqui algumas formas básicas de “brincar de casinha”.

1- Sair em parzinho: no começo, claro, todos saem em parzinho sempre. Afinal, querem se conhecer melhor para ver se o clima esquenta. Depois que estão juntos há algum tempo e já se viram pelados diversas vezes, precisam encontrar outro motivo para os programinhas a dois. Cineminha um dia, jantar no outro, piquenique no parque, passeio no museu… Não interessa muito o quê. Mas se nunca reservam um tempo para se curtirem longe dos amigos, talvez prefiram ser um grupo e não um casal.

2- Bodear: fazer nada é o programa de casal que atesta a sintonia entre vocês. Às vezes, coincide de ambos estarem no clima de vagabundear em casa, mudando os canais da TV aleatoriamente, ouvindo um CD velho, fazendo uma boquinha na cozinha e falando besteira. E, claro, transando entre uma atividade e outra. Sei que dá vontade de desligar algumas pessoas da tomada depois do sexo. Com outras, porém, a gente nem vê o tempo passar, largados na cama, enquanto retomamos o fôlego. Se é assim, parabéns! Vocês acabam de lançar a pedra fundamental do namoro.

 3- Encontrar outros casais: sabe quando estamos solteiros e nossos amigos comprometidos insistem em nos chamar para um jantarzinho na casa deles em pleno sábado à noite? Pois, ao entrar em um relacionamento, tais eventos começarão a fazer sentido. Dê um tempo às festas agitadas. O negócio agora é agrupar as pessoas em números pares. E olhar para os eventuais ímpares que derem as caras com uma certa complacência, como se dissesse “calma, você vai encontrar alguém um dia”. Claro que estar solteiro não é uma doença. Boa parte do papo, porém, servirá para enaltecer a vida sossegada e deixar claro que ninguém ali sente falta de cair na farra de vez em quando.

4- Visitar parentes: este item é uma versão mais complexa do anterior. Porque, além de demonstrarem que formam um belo par, vocês estarão expostos a um interrogatório. Principalmente, para saber quando pretendem se casar e quantos filhos terão. E, hoje em dia, essas duas questões nem precisam estar interligadas. Portanto, pensem bem se estão prontos para esta etapa. ATENÇÃO: não confunda com “juntar parentes”. Misturar as famílias pertence a um patamar diferente e deve ser evitado por amadores.

5- Aceitar sacrifícios: o que vou dizer pode parecer estereotipado (e é mesmo!), mas serve de exemplo de como isso funciona. Quando um casal assume este papel, é preciso abrir mão de algumas ideologias e aceitar outras. E, de vez em quando, topar fazer algo que você odeie muito e a outra pessoa adore. A troca de perspectivas é terapêutica. Um cara, por exemplo, pode aceitar acompanhar a mulher nas compras – mesmo que seja para carregar sacolas. Por outro lado, a mulher pode ir com ele a um jogo de futebol (eu avisei sobre o estereótipo, não?) – ainda que nem torça pelo mesmo time. O risco é um começar a gostar da mudança enquanto o outro se liga que seu passatempo era bem mais divertido quando não estava acompanhado.

6- Cuidar de bichos: por “bicho”, entenda o ser pelo qual a outra pessoa tiver mais apreço. Se ela ama, você terá de amar de paixão. Não importa se tem alergia a pelo de cachorro, nem que não seja o maior fã de gatos ou se acha peixes estúpidos. Uma hora vai se pegar passeando com o lulu na coleira, deixando o felino dormir sobre sua barriga ou trocando a água do aquário. Se bater de vocês curtirem o mesmo animalzinho, melhor. Serve planta também. Nunca achou que regaria uma samambaia, não é? E essa teoria vale para sobrinhos e afilhados, de quem, automaticamente, nos tornamos tios (o “tio legal”, de preferência).

 7 -Viajar:  não me refiro a um fim de semana na praia, algo que até quem não se conhece direito faz. Falo de tirar férias, arrumar as malas e sumir por um mês inteiro, na companhia apenas um do outro. É praticamente um casamento. Vale para ver se não dá vontade de atirar o outro para fora do avião. Passar tanto tempo junto sem o apoio dos amigos e parentes pode acabar com uma relação. Ou unir de vez, como super-cola.

8- Ver imóveis: começa como um jogo inocente. Por curiosidade, vocês dão uma espiada em um apartamento decorado de um prédio que acaba de crescer do nada. Só para se certificar do tamanho, saber o preço e se divertir imaginando o que fariam com aquele espaço. Ao chegar à fase de visitar imóveis descompromissadamente, seus medos ficaram para trás e você está se permitindo sonhar. Vê o futuro, mesmo um ilusório, e se pergunta: “por que não?”

Se a relação sobrevive intacta a estes rituais, dê logo um passo mais largo. O maior teste de todos, quando tudo parece estar no lugar, é dar uma bagunçada. E juntar os trapinhos para ver no que vai dar.

Para os homens, tamanho importa

postado por | 22 março, 2012
tamanho penis

Foto: Thinkstock

Em cartaz desde sexta-feira passada em várias capitais, o polêmico drama “Shame” invade a intimidade de um executivo (o alemão Michael Fassbender, de “X-Men: Primeira Classe”). Viciado em sexo, ele tem um relacionamento destrutivo com a irmã caçula (Carey Mulligan). Apesar do elenco corajoso e da tensão fetichista constante, o que tem provocado a curiosidade dos espectadores é saber se o talento do ator é tão grande quanto andam dizendo. E não me refiro a sua atuação, premiada no Festival de Veneza.

Se tamanho é documento, Fassbender pode ter um passaporte diplomático entre as pernas. Impossível não reparar, já que o diretor Steve McQueen coloca a câmera na altura do quadril e quase esfrega o pênis do protagonista na cara da plateia. Sim, é grande, sem efeitos especiais ou prótese. E olha que aparece em ponto morto – imagine quando engata uma quarta ou quinta com aquilo. Só posso ser grato por não terem feito o filme em 3D. Digam-me vocês se as mulheres se importam tanto com tamanho. Mas podem ter certeza de que os homens se importam que vocês se importem. Até o macho mais seguro fica encanado com o que a parceira pensa desta parte específica do seu corpo. Bem faz uma amiga minha que sempre dá uma elogiada, mesmo quando não está diante da oitava maravilha do mundo.

Todo cara já mediu o seu com régua para atestar sua virilidade (ou aumentar suas inseguranças). Fazer o quê? Essa gincana pélvica faz parte das asneiras do universo masculino. Descobrir, por exemplo, que o ex de sua namorada tem fama de bem dotado pode desnortear o cara. A maioria se preocupa à toa. Há muitos estudos sobre o comprimento médio do pênis (nem quero pensar como os estudiosos fazem tais medições…). Os resultados variam, mas ficam entre 13 e 17 cm. E 70% dos homens que passaram por pesquisas assim se encaixava neste padrão. Menos de 5% pode se gabar de estar em um patamar mais elevado.

Não sei de pesquisas confiáveis neste sentido, mas imagino que uma porcentagem muito maior consegue satisfazer uma mulher na cama. Portanto, creio que ninguém precisa ter uma enxada para saber cultivar. Ouço as histórias de minhas amigas e noto que a mulherada prefere um meio-termo: nem tão pequeno que não faça cócegas, nem tão grande a ponto de meter medo. Mas já ouvi duas mulheres que transaram com o mesmo sujeito terem impressões totalmente divergentes, então concluo que essa percepção também não segue um padrão. Seria ilusão de ótica? Por via das dúvidas, sugiro deixar de fora da cama qualquer apelido no diminutivo.

Para terminar, confira o trailer de “Shame” (sem palhinha da tromba, claro):



A novela do namoro no trabalho

postado por | 16 março, 2012
sexo escritório

Foto: ThinkStock

Há algumas semanas, uma amiga estava interessada em um colega de escritório e pediu minha orientação. A primeira dica que dei é agir com discrição. Acho que o ambiente de trabalho é bastante propício a flertes, pois passamos mais tempo no emprego do que com amigos ou familiares. Por outro lado, é preciso muito tato para não misturar o lado profissional com o pessoal. E isso inclui contar que as pessoas em volta saberão fazer o mesmo. 

 Ao olhar para trás, vejo que a grande maioria das mulheres com quem me envolvi seguiam a mesma carreira que eu ou, de algum modo, estavam ligadas ao meio editorial. E algumas trabalhavam na mesma empresa. Costumamos dizer que jornalista só conhece jornalista, mas acho que isso acontece com quase todo mundo. Pense quantos casais de médicos, de advogados ou de arquitetos você já conheceu. 

O grande perigo dos romances entre colegas é os protagonistas virarem personagens de uma telenovela. De um desses folhetins do Manoel Carlos, nos quais todo mundo parece frequentar os mesmos lugares no Leblon e se esbarra a cada capítulo, mesmo quando não quer. Este programa tem audiência garantida, pois da copeira ao diretor da companhia, todos ficam de olho nas tramas (em alguns casos, até subtramas) e acham que podem palpitar sobre os próximos episódios. 

Oficialmente, os chefes não podem proibir namoro entre funcionários. Mas uma pesquisa do ano passado, realizada pela consultoria de recrutamento Trabalhando.com, demonstrou que, entre 30 grandes empresas brasileiras, 56% impunham restrições a esse tipo de relacionamento. A justificativa seria a perda da produtividade. Mas não vejo como coibir troca de olhares entre baias ou encontros graciosos no bebedouro. Vão tentar proibir as pessoas de conversarem no cafezinho também? 

Disse para minha amiga não passar do flerte inocente dentro da empresa e deixar a aproximação maior para um happy hour da turma do escritório, por exemplo. É quando o ambiente de trabalho se estende a um bar ou uma festa que os futuros casais se conhecem melhor. A partir daí, tudo depende do bom senso dos dois. Para manter o controle, o melhor é deixar a paquera em segredo no início. Assim, se for fogo de palha, ninguém saberá. E, se for algo mais, quando descobrirem, vocês já estarão fortalecidos e ninguém vai se importar quando forem almoçar sozinhos. 

Achava que homens e mulheres vissem de forma diferente uma relação que começou no escritório. Eles teriam tendência a levar os problemas do trabalho para casa enquanto elas levariam os problemas de casa para o trabalho. Mas conheço muitos casos inversos, do sujeito não saber se segurar e colocar a garota em uma posição delicada com chefes ou colegas. E quando se cria um bafafá, acho que sempre sobra para a mulher. Por mais que vocês conquistem altos cargos, ainda vivemos em uma sociedade muito machista. 

Cuidado também com o que você revela por aí. Lembro de uma vez em que uma secretária saiu com um executivo casado e confessou algumas intimidades deles para uma colega por e-mail. E, sem querer, enviou cópia para todo o escritório. Histórias assim viram outro tipo de novela, com cara de Malhação, em que casais se juntam, se separam e se trocam, tudo internamente. E os colegas assistem de camarote a traições, triângulos amorosos, cenas de ciúmes e reencontros constrangedores. Quer curtir a festa da firma sem dar vexame? Aja com discrição.

Como os homens solteiros classificam as mulheres

postado por | 9 março, 2012
tipos de mulheres

Foto: KARINE BASILIO

Quase toda semana, alguma leitora me conta que conheceu um cara bacana, começaram a sair e, quando pareciam viver o amor de suas vidas, ele jogou um balde de água fria ou apenas deu uma sumida. Os casos devem ser vistos separadamente, mas tantas reclamações revelam a discrepância na forma como cada um vê seu comprometimento. Entre os status “paquera” e “relacionamento sério”, tanto homens quanto mulheres criam, mesmo sem perceber, outras classificações para os parceiros. O problema é que raras vezes os dois lados entram em um acordo sobre isso.

Vou tentar explicar como funciona a cabeça de um homem fora do cativeiro. Tudo gira, claro, em torno do sexo e do quão disponível ele é. Na vida de casado, os esforços do macho são (ou deveriam ser) concentrados na mulher com quem divide a jaula. Quando o sujeito está solto na selva, porém, sabe que precisa se virar para ser feliz. E, portanto, vai querer desbravar outros territórios para ter mais opções.

Durante a fase de pesquisa de mercado, as moças que ele conhece são separadas em três grupos. Como “lanche” entende-se aquela com quem ele esbarra na noite e fica descompromissadamente. Se o clima esquentar, pode rolar um sexo casual. Provavelmente, não se falarão no dia seguinte. Talvez até se cruzem em outros carnavais e, se valeu a pena, promovem um repeteco. Mas sempre de improviso, sem planejar nada. E, se um amigo dele se interessar por ela, ele dirá: “vá em frente”.

Todo solteiro também guarda na manga uma ou mais amizades coloridas. É a “gaveta”, pois está lá para quando precisar (e ele não curte quando seus camaradas reviram as gavetas dele). Na prática, vocês são amigos que, de vez em quando, dão uns amassos. Gosto de como vocês definem o sujeito que serve a este propósito: “pau amigo”. Diz tudo. Os dois podem até sair em turma, mas não como casal. Mas, basicamente, vão atrás um do outro quando estiverem a fim de transar, dispensando as firulas dos namoricos.

E existe o “rolinho“, que é bem complicado. De tempos em tempos, ficamos com uma garota com potencial para um relacionamento de verdade. E entramos naquela zona perigosa na qual fazemos programas a dois, nos pegamos na frente dos amigos, transamos várias vezes por semana, trocamos mensagens calorosas… mas a gente insiste que não está namorando. Como em um novo emprego, passamos por um período de experiência. Complicado, pois ninguém sabe direito os limites, o que pode cobrar, quando pode sentir ciúmes e se vale a pena seguir em frente.

Não estou falando de uma ciência exata. Aliás, é um modo de organização muito propenso a falhas. Principalmente, porque definições assim não são de comum acordo. É bem difícil encontrar um equilíbrio nos desejos e anseios dos dois, para que ambos estejam em sintonia sobre o tamanho do relacionamento. Um acaba querendo mais do que o outro. E, muitas vezes, percebemos tarde demais que não demos atenção aos nossos sentimentos e perdemos a oportunidade de viver algo mais intenso.

Alex Xavier

Devo ter cara de bom moço. A maioria das mulheres que não quiseram nada comigo e até algumas que um dia quiseram não vêem problema em falar comigo sobre outros caras. E como tenho mais amigas do que recomendam os médicos, ouço muitas histórias. Só posso oferecer a minha visão prática masculina. Ou seja, se a ideia é apenas ter alguém que escute seu desabafo, bata no seu ombro e diga "eu entendo", procure uma mulher. Sou homem e dou minha opinião mesmo quando não solicitado.

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